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terça-feira, 18 de março de 2014

it's amazing

Post sem fotos nem mariquices apenas para dizer o essencial:

Depois de meses a queixar-me que não conseguia emagrecer, voltei a perder peso. O segredo não é segredo nenhum: cortei com os doces. Simples mais simples não há! Simples, mas bem difícil.

Não há cá quadradinhos de chocolate preto, nem bolachas maria, nem "ai que esta sobremesa é a meias e é Sábado, não conta". Isso é para quem quer manter e é enganar-me a mim própria.

Quem quer emagrecer não pode comer doces, ponto final. Pelo menos eu não posso! não tenho esse auto-controlo necessário para comer uma porção ínfima e acho o açúcar extremamente viciante, quanto mais vezes se come, mais se tem vontade de comer - já li até um estudo científico que diz isso mesmo.

Voltei aos cuidados e a beber o meu drenante. Já perdi 1 kg, em 4 dias.
.

Porque não há nada pior do que andarmos a enganar-nos a nós próprios
Afinal acabei por pôr uma imagem, só porque era gira e ilustra mesmo este meu momento eureka!

Saibam que não cortei os hidratos (credo), nem nada que se pareça. Só cortei os doces, evito fritos e não como farináceos ao jantar dia sim, dia não. Também deixei de comer manteiga/margarina e evito comer 20 tostas ao lanche. Em vez disso como um pão, ou 4 tostas ou uma banana se me apetecerem muito doces.

Apenas me falta agora reunir coragem para voltar ao exercício! Onde anda ela? :) Preguicite.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

onze mil e tal pedem um desafio

A sério, pessoal, isto de ter um blog é coisa para encher o ego - começa-se devagarinho, vêm cá 10 pessoas por dia, de repente vêm 100 e sentimo-nos contentes, depois a vida mete-se no caminho e temos que abandonar as escritas, voltamos passado meses e de um dia para o outro temos

MAIS DE 11 MIL VISITAS! :)

Obrigada por acreditarem, visitarem e me acompanharem nesta jornada que tem sido pautada por alegrias, frustrações, confissões e bom humor. Sempre gostei de escrever e, na verdade, tenho-me divertido imenso a fazê-lo aqui convosco. Gracias ;)



Como factor comemorativo, venho propor-vos um desafio. E nós gostamos de desafios, não é? Eu estou-me a sentir preparadíssima para este e espero que alinhem comigo!

Faltam hoje precisamente 3 meses para o Natal. Três meses são 90 dias. Se perdermos um quilo e uns pozinhos a cada 10 dias - perfeitamente fazível e saudável - no Natal teremos todas menos 10 quilos! Eu vou conseguir! E vocês?*

No Natal é para estar tudo assim! hehehe
Este desafio para mim implica compromisso com duas coisas:

1 - Continuar a prática de exercício como até agora; e
2 - Esforçar-me mais na alimentação, controlar a ingestão de HC depois das 18:00 e contar-vos tudo, mas mesmo TUDO o que ando a comer, para me censurarem (ou aplaudirem!) à vontade.

Que sonho é para mim pesar 69,5 quilos daqui a 3 meses...Baixar o IMC para um nível infra-obesidade e ter um corpinho mais esguio e cuidado *dreaming keeps us motivated*

* - claro que o desafio "10 até ao Natal" só se aplica a quem tem 10 ou mais quilos a perder, mas quem não tem tanto é igualmente bem-vinda a participar, vir aqui dizer quais as suas metas, comentar e contar o que tem feito para as atingir! Isto é um desafio em equipa para toda a blogosfera em vias de emagrecimento :)

Até amanhã!

quinta-feira, 7 de março de 2013

por causa daquilo das 1000 calorias

Lizzie Miller, plus size model
A propósito da questão de comer pelo menos 1000 calorias por dia (ver post abaixo, dica n.º 3), lembrei-me dos disparates e maldades que já fiz ao meu corpo, graças aos quais hoje em dia me é muito mais difícil emagrecer.

Eu não sei se como 1000 calorias por dia - simplesmente porque não as conto uma a uma. Tenho uma vaga noção das calorias dos alimentos, do que tem mais açúcar e gordura (sendo por isso de evitar) e do que é saudável e que importa reforçar. Mas não conto as calorias de cada refeição, não faço ideia das calorias que tem o que acabei de almoçar: perna inteira de frango cozida + 2 colheres sopa de esparguete + espinafres crus com orégãos agora já sei porque como estava a escrever sobre isso fui ver: tem cerca de 190 calorias (110 carne + 70 esparguete + 10 espinafres)! Super hipocalórico, não fazia ideia. Sei que é saudável porque a carne é branca, foi cozida sem gordura, só em água, um pouco de sal e tomilho, o esparguete idem e foi pouca quantidade e os espinafres são folhas verdes (com as quais enchi metade do prato), logo muito saudáveis e hipocalóricos.

E o ponto é mesmo esse: nesta "dieta" que não é uma dieta no sentido temporário, mas uma verdadeira reeducação alimentar que estou a fazer, não me privo de nada do que goste. Mas de nada mesmo! Vocês sabem que na Terça-feira jantei 1/4 de francesinha e batatas fritas e que muitas vezes como um quadradinho de chocolate depois do almoço. A questão está mesmo nas quantidades! Cinco batatas em vez de todas, um quadrado de chocolate em vez de uma tablete, uma bolacha em vez do pacote e por aí em diante. Se for comer gordices, será em muito pouca quantidade senão lá se foi a dieta e uma semana inteira de esforço pró galheiro. Então o segredo é esse: comer de tudo um pouco, em quantidades inversamente proporcionais ao seu potencial engordativo - aí está a fórmula matemática do emagrecimento ;) 

Mas nem sempre pensei assim. No início de 2011, estava com 83 quilos (ironicamente onde agora, que estou com 84 e meio, tento chegar) e desesperada pois era o meu peso mais alto em muito tempo. Recomendaram-me a dieta Lev como sendo um milagre - hipocalórica, mas não se passava fome, cheia de docinhos e coisas saborosas, a perder até 3,5 quilos por semana. "Espera lá", pensei eu a achar que tinha descoberto a pólvora - "é mesmo isto!"

Fui à primeira consulta e vim de lá toda animada, com a alma e a carteira mais leves - em comida para 10 dias e suplementação, deixei lá mais ou menos (já não me recordo bem, mas foi por aí) 300 euros. Pumba! Mas pensei "bom, se é assim tão eficaz vamos lá, há-de vale a pena o investimento!".

Não valeu. Gastei cerca de 1500 euros na primeira fase, só na dieta (porque além disso depois compram-se os legumes, que, como sabem, não são propriamente a coisa mais barata do supermercado). Perdi a minha vida social porque não se pode comer nada do que os outros comem. Deixei de ir a festas de anos, serões em família e jantar com amigos ao fim-de-semana. As comidas, que no início até não são nada más (embora tenham SEMPRE um sabor a sintético que fica no final, bem se nota que é tudo muito processado - vindo em saquetas de pó, nem tinha como não LOL), passado uma semana começam a enjoar e a saber tudo ao mesmo. A suplementação é uma tortura, tem de se andar para todo o lado com uma catrefada de ampolas e comprimidos. Passa-se MUITA fome. Tem-se dor de cabeça, por causa do processo cetónico. Morre-se de desejo de um pãozinho. De uma fruta. De uma fatia de queijo. Tem-se muito sono e cansaço. Apesar disso, andava contente da vida, pois de facto a dieta cumpre o que promete: em 40 dias (o período da primeira fase) perdi 11 quilos! Estava com 72, já fora da obesidade e num tamanho em que me sentia confortável.

Na segunda fase era suposto começar a comer carne e peixe, e depois na terceira já a ter uma alimentação "normal" e completa. Como sentia todos aqueles inconvenientes que mencionei, além da questão económica, pois realmente é um regime muito pesado a esse nível, decidi tomar as rédeas do emagrecimento e informei que já não faria a segunda fase com a Lev, que começaria a fazer uma dieta convencional, como a que fiz aos 16 anos e com a qual perdi 14 quilos, enfim, como a que faço agora.

Estava à espera que o peso estagnasse durante uns tempos - afinal estava a passar de me alimentar a saquetas de pó e legumes verdes (não, não são todos, só os autorizados) para comer de tudo um pouco, em quantidades razoáveis, várias vezes por dia, relaxando um pouco ao fim-de-semana, etc. e tal. Pois o peso não só não estagnou, como voltou. TODO. Do nada e de repente. 40 dias para o perder, 30 para o ganhar, e mais algum. No Verão estava outra vez obesa.

A alimentação super hipocalórica da Lev (pode-se chegar a comer tão pouco como 500 calorias por dia, uma barbaridade!) transformou o meu corpo num "poupadinho", num "armazenador" - cada pãozinho, cada fruta, cada iogurte, cada fatia de pizza ou biscoito (porque também fazem parte da vida e quem disser que deixou de os comer para sempre, lamento informar que não vai ser assim)- iam directamente para as minhas queridas células adiposas, aflitas e em pânico por terem sofrido um tratamento tão radical. Em vez de o meu organismo estar tranquilamente a gastar e absorver as calorias normalmente, guardava tudo tudinho, com medo que lhe voltasse a faltar.
De maneira que, como já expliquei quando contei a minha história, durante praticamente dois anos, não consegui emagrecer.

Até admito (embora pessoalmente não acredite, pois acho que assim que a pessoa deixa de ser acompanhada e passa a comer de tudo, o que me aconteceu a mim vai mesmo acontecer a todos) que, para quem tiver pachorra e dinheiro para fazer as fases todas da dieta, não comer comida normal quase nenhuma durante tanto tempo, ter sempre que estar a dizer "vou lá ter", "Mãe, por favor não faças isso que não posso comer", "não posso jantar em tua casa" e a sentir-se um trapo de cansaço a coisa possa dar-se, no sentido em que começa a comer normalmente de forma gradual...eu pessoalmente não conheço ninguém que, um ano depois de fazer este tipo de dietas - falo da Lev porque é a minha experiência pessoal, mas quem diz Lev diz Dukan, Atkins, dieta da sopa, da seiva e por aí em diante - não tenha recuperado peso.

Dietas radicais, para mim, nunca mais! Nós conseguimos, temos a força, a vontade e a capacidade para o fazer! Basta querer. Querer mesmo! ;)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

a história I


Sempre fui uma miúda gordinha. Isso não me incomodou muito até ao secundário, primeiro porque sendo gorduchinha não era obesa e depois porque isso não afectou em nada a minha vida até à adolescência. Claro, a partir aí do 5º ano levei gozo dos outros miúdos, mas toda a gente levava - era o do aparelho, o dos óculos fundo de garrafa, a das pernas de alfinete, o do cabelo oleoso, a das borbulhas, o que nunca mudava de roupa, a betinha parva, a marrona, enfim.  A idade do armário faz parte da vida, enrijece o carácter e não advém daí (na maior parte dos casos, não estamos a falar de bullying a sério) grande mal. No entanto, sempre fui uma criança e adolescente alegre, com muitos amigos, boa aluna e popular.


Rico Rodriguez, o "Manny" de Modern Family - a melhor série de sempre

O problema começou no liceu. A pernas de alfinete ganhou corpo, a das borbulhas ficou com pele de bebé e eu...eu engordei. Engordei a sério. Começaram as saídas à noite para a discoteca, as trocas de roupa entre amigas, os namoricos e as "curtes", e tudo isso me passou ao lado. Apesar de continuar a ter muitas amizades, algumas que duram até hoje, o meu grupo passou a ser sobretudo de raparigas, porque os rapazes...esses já só viam miúdas à frente e eu não encaixava nos requisitos pedidos - era gordinha e baixinha. Cheguei aos 86 quilos. Saía à noite com as amigas, mas não via grande interesse naquilo - passada a novidade d' "o que é uma discoteca" era sempre o mesmo, as amigas iam lá para conhecer rapazes, davam  uns beijinhos e eu nada. Não podia trocar roupa com elas, pois eram todas magrinhas. Nas conversas sobre rapazes não tinha muita coisa a dizer. Tornei-me a "melhor amiga" em vez de ser a protagonista da minha vida. Aborreci-me.



Com 16 anos, fiz uma super-dieta durante vários meses - não comi doces, nem fritos nem porcarias, almoçava infalivelmente peixinho grelhado com arroz e salada (cozinhado para mim, pois claro), comia snacks saudáveis (tipo...fruta) e jantava sopa ou ocasionalmente carne grelhada com salada. Madrecita sempre me deu inabalável apoio na minha decisão e encorajava-me quando me sentia prestes a desistir (aliás, como ainda hoje <3). Comecei a ir ao ginásio. Naqueles tempos era aeróbica e musculação e pronto, não havia cá grandes variações. Eu era mais da aeróbica. Assim, a meio do 12º ano, lá estava eu com 14 quilos a menos - 74 quilos, ainda para o cheiinho, mas nada que se parecesse com obesidade, a sentir-me em forma, com as roupas a assentarem-me bem e mais feliz. Ainda por cima tinha umas madeixas loiras novas, todas nice! O meu cabelo é castanho clarinho dourado, pelo que me ficavam bem. Cabelo é uma das minhas grandes paixões. Lá iremos.

Era mais ou menos (ênfase em mais) isto, mas em loiro ;)


a história continua...