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sábado, 14 de setembro de 2013

voltei voltei

Olááááá amiguinhos emagrecedores ou nem tanto mas sempre bem dispostos!

Depois de 3 meses e meio de interregno sem motivo aparente que incluiram férias e viagens maravilhosas cá estou eu para vos arengar o juízo por mais uma temporada!



Claro que nas férias não emagreci. Não tive cuidados nenhuns, andei feliz e despreocupada a comer tudo o que gosto, a experimentar comidas de terras distantes que nunca tinha visto, a comer conquilhas e amêijoas com pão no Algarve, a comer gelados e sobremesas sempre que me apeteceu, até (heresia!) a comer bolas de Berlim na praia. Mas foram só duas...ou três.

Posto isto, até que o resultado desta vidinha despreocupada de verão não foi mau de todo, embora tenha voltado aos 80, de onde realmente só saí durante tipo dois dias. 

Hoje de manhã pesava 80,8 - engordei portanto desde o final de Maio quando escrevi o último post, exactamente 1,5 quilos. Nada mau tendo em conta os desvarios desde então! Há que ver o copo meio cheio!

Agora que voltei ao trabalho (bem exigente por sinal), às rotinas e à organização, pareceu-me uma boa altura para pôr em prática a fase 2 do meu plano de perda de peso e vida mais saudável, por isso, e uma vez que o blog e quem o lê muito me tem ajudado - by the way, incrível como não se fartaram de mim e continuei a ter visitas que até já passaram as 10.200!!! Obrigada ;) - nesta guerra.

Assim que voltei de férias vinha decidida a recomeçar os hábitos saudáveis e, por isso mal cheguei a Lisboa tchanaaaannn inscrevi-me no ginásio! É o ginásio onde Mon Chéri já andava e já há uns tempos que me desafiava para o acompanhar, mas a trabalhar fora de Lisboa acabava por ser complicado, então adiei, adiei...e agora que estou novamente a trabalhar na cidade onde vivo (pequenos privilégios aos quais só damos valor quando se perdem) decidi e fui! Inscrevi-me no Fitness Hut - low cost claro, que os tempos não estão para outra coisa - e não podia estar mais contente! O ambiente é descontraído e simpático, as instalações e máquinas novas, os instrutores atenciosos e olhem, embora não tenha perdido peso desde que comecei a ir - até porque só esta semana voltei a comer decentemente - já sinto tudo mais concentradinho, definido e menos gelatinoso. Hehehe Faço RPM e Spinning que adoro, alterno com outras aulas para variar e, quando chego um bocadinho antes das aulas, faço também trabalho de máquinas para as pernocas, rabiosque, abdominais e peitaça. Uma festa! Tenho ido sempre entre 2 a 4 vezes por semana, dependendo da disponibilidade que tenha e estou bem motivada...a verdade é que o meu trabalho é stressante q.b. e estar ali a suar as estopinhas durante uma hora sem pensar em mais nada tem um efeito relaxante brutal. Chego a casa nova. Aconselho vivamente que façam o mesmo!

Quanto à comida, além de ter deixado de comer carne salvo rar(íssim)as excepções - por motivos alheios à dieta, mas também não desajuda - lá para quarta feira desta semana voltei aos bons velhos hábitos que já conhecem e tão bons resultados estavam a dar antes de eu mandar a dieta às urtigas :)

Como sabem se têm acompanhado aqui o estaminé, há uns anos fiz a dieta Lev, perdi 12 quilos, fiquei toda contente, achei que não precisava de fazer mais e engordei 16. Clássico, não é? Jurei a mim mesma que não voltaria a fazer dietas completamente substitutivas de comida normal e mantenho essa opinião, mas Mamãe - que nem precisa de perder peso embora ela ache que sim - deu-me uma óptima novidade: agora na Lev deixam as pessoas comprar refeições para complementar uma dieta normal, substituindo por exemplo uma refeição por dia por algo Lev. Assim como se fosse um desses batidos proteicos sem graça nenhuma que se compram nas lojas dietéticas e supermercados, mas em bom. Mamãe tinha comprado os crepes de laranja que havia provado e gostado quando eu fiz a dieta e estava satisfeita. 

Toda contente com a perspectiva de ter uma ajudinha, lá fui eu à Lev, onde de facto me deixaram fazer o que pretendia - comprar algumas refeições para complementar uma dieta normal, com a advertência de não substituir mais do que uma refeição por dia, sob pena de ter de tomar suplementos e de beber muita água. Comprei as coisas que mais gostava quando fiz a dieta - chocolate quente, capuccino e os famosos crepes de laranja - e ainda experimentei as batatas fritas de vários sabores, as cookies de chocolate e os macarons, que não existiam na minha altura. Gastei uma nota preta, mas tem valido a pena pois além de ser prático - as coisas que comprei não demoram mais de 3 minutos a fazer - os alimentos são realmente saborosos e hipocalóricos. O cacau, o capuccino e os crepes continuam maravilhosos e sabem lindamente ao pequeno-almoço ou lanche, ou mesmo ao jantar. As batatas fritas são excelentes para quando apetece um snack salgado - e nada bate comer batatas fritas com 100 calorias por dose ;) Das cookies e dos macarons sou sincera, não gostei. São massudos e o sabor não é grande coisa. Esfarelados dentro de um iogurte para o lanche escapam.

O meu pequeno almoço de ontem - crepe de laranja + café. Comi também alguns mirtilos. Nham nham.

Por hoje deixo-vos com estas estonteantes novidades....e sabem que mais? Vou ao ginásio ;)

Boas dietas!

PS - Deixem-me só dizer aqui mais uma coisa, porque tenho lido por aí vários posts desanimados com os maus resultados da dieta e tenho visto pessoas deprimidas por não conseguirem atingir os seus objectivos: não estejam à espera de vestir o 36 para serem felizes. A vida merece que sejam felizes sempre, tentando melhorar aquilo que gostavam de ver diferente, claro, mas sem estar à espera de algo para...Viver é a melhor coisa que há e o peso, honestamente (caso não seja fonte de problemas de saúde) é uma coisa muito acessória. Não é o peso que vos impede de ter sucesso ou amor ou realização pessoal. É o que têm aí dentro! Ânimo e vontade malta :)

quinta-feira, 7 de março de 2013

por causa daquilo das 1000 calorias

Lizzie Miller, plus size model
A propósito da questão de comer pelo menos 1000 calorias por dia (ver post abaixo, dica n.º 3), lembrei-me dos disparates e maldades que já fiz ao meu corpo, graças aos quais hoje em dia me é muito mais difícil emagrecer.

Eu não sei se como 1000 calorias por dia - simplesmente porque não as conto uma a uma. Tenho uma vaga noção das calorias dos alimentos, do que tem mais açúcar e gordura (sendo por isso de evitar) e do que é saudável e que importa reforçar. Mas não conto as calorias de cada refeição, não faço ideia das calorias que tem o que acabei de almoçar: perna inteira de frango cozida + 2 colheres sopa de esparguete + espinafres crus com orégãos agora já sei porque como estava a escrever sobre isso fui ver: tem cerca de 190 calorias (110 carne + 70 esparguete + 10 espinafres)! Super hipocalórico, não fazia ideia. Sei que é saudável porque a carne é branca, foi cozida sem gordura, só em água, um pouco de sal e tomilho, o esparguete idem e foi pouca quantidade e os espinafres são folhas verdes (com as quais enchi metade do prato), logo muito saudáveis e hipocalóricos.

E o ponto é mesmo esse: nesta "dieta" que não é uma dieta no sentido temporário, mas uma verdadeira reeducação alimentar que estou a fazer, não me privo de nada do que goste. Mas de nada mesmo! Vocês sabem que na Terça-feira jantei 1/4 de francesinha e batatas fritas e que muitas vezes como um quadradinho de chocolate depois do almoço. A questão está mesmo nas quantidades! Cinco batatas em vez de todas, um quadrado de chocolate em vez de uma tablete, uma bolacha em vez do pacote e por aí em diante. Se for comer gordices, será em muito pouca quantidade senão lá se foi a dieta e uma semana inteira de esforço pró galheiro. Então o segredo é esse: comer de tudo um pouco, em quantidades inversamente proporcionais ao seu potencial engordativo - aí está a fórmula matemática do emagrecimento ;) 

Mas nem sempre pensei assim. No início de 2011, estava com 83 quilos (ironicamente onde agora, que estou com 84 e meio, tento chegar) e desesperada pois era o meu peso mais alto em muito tempo. Recomendaram-me a dieta Lev como sendo um milagre - hipocalórica, mas não se passava fome, cheia de docinhos e coisas saborosas, a perder até 3,5 quilos por semana. "Espera lá", pensei eu a achar que tinha descoberto a pólvora - "é mesmo isto!"

Fui à primeira consulta e vim de lá toda animada, com a alma e a carteira mais leves - em comida para 10 dias e suplementação, deixei lá mais ou menos (já não me recordo bem, mas foi por aí) 300 euros. Pumba! Mas pensei "bom, se é assim tão eficaz vamos lá, há-de vale a pena o investimento!".

Não valeu. Gastei cerca de 1500 euros na primeira fase, só na dieta (porque além disso depois compram-se os legumes, que, como sabem, não são propriamente a coisa mais barata do supermercado). Perdi a minha vida social porque não se pode comer nada do que os outros comem. Deixei de ir a festas de anos, serões em família e jantar com amigos ao fim-de-semana. As comidas, que no início até não são nada más (embora tenham SEMPRE um sabor a sintético que fica no final, bem se nota que é tudo muito processado - vindo em saquetas de pó, nem tinha como não LOL), passado uma semana começam a enjoar e a saber tudo ao mesmo. A suplementação é uma tortura, tem de se andar para todo o lado com uma catrefada de ampolas e comprimidos. Passa-se MUITA fome. Tem-se dor de cabeça, por causa do processo cetónico. Morre-se de desejo de um pãozinho. De uma fruta. De uma fatia de queijo. Tem-se muito sono e cansaço. Apesar disso, andava contente da vida, pois de facto a dieta cumpre o que promete: em 40 dias (o período da primeira fase) perdi 11 quilos! Estava com 72, já fora da obesidade e num tamanho em que me sentia confortável.

Na segunda fase era suposto começar a comer carne e peixe, e depois na terceira já a ter uma alimentação "normal" e completa. Como sentia todos aqueles inconvenientes que mencionei, além da questão económica, pois realmente é um regime muito pesado a esse nível, decidi tomar as rédeas do emagrecimento e informei que já não faria a segunda fase com a Lev, que começaria a fazer uma dieta convencional, como a que fiz aos 16 anos e com a qual perdi 14 quilos, enfim, como a que faço agora.

Estava à espera que o peso estagnasse durante uns tempos - afinal estava a passar de me alimentar a saquetas de pó e legumes verdes (não, não são todos, só os autorizados) para comer de tudo um pouco, em quantidades razoáveis, várias vezes por dia, relaxando um pouco ao fim-de-semana, etc. e tal. Pois o peso não só não estagnou, como voltou. TODO. Do nada e de repente. 40 dias para o perder, 30 para o ganhar, e mais algum. No Verão estava outra vez obesa.

A alimentação super hipocalórica da Lev (pode-se chegar a comer tão pouco como 500 calorias por dia, uma barbaridade!) transformou o meu corpo num "poupadinho", num "armazenador" - cada pãozinho, cada fruta, cada iogurte, cada fatia de pizza ou biscoito (porque também fazem parte da vida e quem disser que deixou de os comer para sempre, lamento informar que não vai ser assim)- iam directamente para as minhas queridas células adiposas, aflitas e em pânico por terem sofrido um tratamento tão radical. Em vez de o meu organismo estar tranquilamente a gastar e absorver as calorias normalmente, guardava tudo tudinho, com medo que lhe voltasse a faltar.
De maneira que, como já expliquei quando contei a minha história, durante praticamente dois anos, não consegui emagrecer.

Até admito (embora pessoalmente não acredite, pois acho que assim que a pessoa deixa de ser acompanhada e passa a comer de tudo, o que me aconteceu a mim vai mesmo acontecer a todos) que, para quem tiver pachorra e dinheiro para fazer as fases todas da dieta, não comer comida normal quase nenhuma durante tanto tempo, ter sempre que estar a dizer "vou lá ter", "Mãe, por favor não faças isso que não posso comer", "não posso jantar em tua casa" e a sentir-se um trapo de cansaço a coisa possa dar-se, no sentido em que começa a comer normalmente de forma gradual...eu pessoalmente não conheço ninguém que, um ano depois de fazer este tipo de dietas - falo da Lev porque é a minha experiência pessoal, mas quem diz Lev diz Dukan, Atkins, dieta da sopa, da seiva e por aí em diante - não tenha recuperado peso.

Dietas radicais, para mim, nunca mais! Nós conseguimos, temos a força, a vontade e a capacidade para o fazer! Basta querer. Querer mesmo! ;)