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sexta-feira, 22 de março de 2013

Ai filhas...

...Espero bem chegar de férias com 80 quilos ou menos! É que tive um desvario com a H&M e a sua conscious collection à hora do almoço...Tudo tão bonito! Ainda por cima eco-friendly! Têm que contar como recompensas de perda de quilos...

Eu sempre gostei muito da H&M, mesmo quando apareceu e toda a gente dizia que tinha maus acabamentos e mimimimi. Sempre gostei e sempre comprei lá muita roupa, de vários estilos. Acho-a gira, acessível e, last but not least, com tamanhos de gente. As coisas de lá assentam-me bem - outra queixa que ouço muito das minhas amigas (magritas) que são mais Zara e Mango, que as coisas não lhes assentam bem.

A diferença deve estar na proveniência da marca. Ao invés da Zara e da Mango, que são marcas espanholas e por isso feitas para o corpo latino, mais franzino de ossos - eu e o pessoal que está a ver a videovigilância dos provadores sabemos que sou incapaz de vestir uma camisa sem elasticidade dessas marcas, fica-me tudo tão apertado no peito/costas que nem consigo respirar -, a H&M é sueca e veste calmeironas suecas, pelo que o meu tamanho até está (agora, há uns tempos não...) dentro da média agáeémiana. É isso pessoal, descobri! Eu não sou gorda, sou nórdica! NÓR-DI-CA! Ouvistes? ;)

Isto para vos dizer que a H&M me voltou a surpreender pela positiva: além de ter nas lojas uma colecção de Primavera inteiramente feita a partir de materiais reciclados, a Conscious Collection, que está linda, está a promover uma campanha de recolha de roupa para evitar que a moda se transforme (ou continue a ser) uma empresa de desperdício de recursos e avessa ao meio ambiente. Façam uma revisão nos vossos armários de Inverno: tudo o que estiver rasgado, estragado, muito usado e a que não possam dar outro destino que não seja o lixo é aproveitável! Levem até uma loja H&M e por cada saco de roupa que lá deixarem (até dois sacos por dia) recebem um vale de 15% de desconto em compras nas lojas da cadeia. Apenas não são aceites sapatos e acessórios, de resto vale tudo. Não é óptimo? Eu achei. Assim que voltar de férias e começar a arrumar a roupa de Inverno (santa preguiça...) vou fazer isso.

Então e...querem saber o que comprei? Aqui vai:

T-shirt conscious collection com macaquinhos - adoro :) Comprei em M (yay)

Calças pelo tornozelo estampadas conscious collection. Comprei em 40 (têm pouca elasticidade! Yay)

Calças fluidas verdes estampadas conscious collection. Comprei em M (yay!)

E ainda comprei mais um vestidinho muito girly e primaveril, rosa pálido com passarinhos, que estava em promoção - só custou €10,00.

E foi assim...agora tudo a torcer para que a semana pascal não seja uma completa desgraça!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

IM.PRES.SIO.NAN.TE - das nossas crianças


Isto é serviço público - aconselho mesmo a todos a visualização e a reflexão sobre o tema.


(ou, se o vosso PC for jarreta como este meu, vejam no youtube, aqui)

Gente, isto é uma questão que me preocupa todos, mas mesmo todos os dias. Quando tiver filhos, como vou fazer? Certamente terão tendência para engordar, já que a minha também é genética (vem do lado da família do meu pai, que embora fosse magro em adulto, foi uma criança e jovem gordinho, e a tendência passou para mim e para o meu irmão). Penso que enquanto forem pequeninos e não tiverem noção de guloseimas - que farei questão de não lhes apresentar enquanto o puder evitar - vai ser relativamente fácil, mas e depois, na pré-primária, na escola e, pior, quando começarem a ter a sua própria mesadita, no ciclo?

Lembro-me da minha mãe, quando eu era criança, nos late 80's early 90's, se angustiar imenso quando me mandava na lancheira saudáveis sandes e frutas, que eu trocava com os outros miúdos por bollycaos e biscoitos (sempre me perguntei quem seriam aqueles miúdos, que na altura achava parvos, mas hoje acho que eles é que sabiam, que trocavam os lanches açucarados que os pais lhes mandavam pelo saudável e consciente conteúdo da minha lancheira). A partir do 5.º ano então era uma miséria - tinha a minha semanada para gerir e não havia dia em que, no intervalo grande das aulas, não fosse ao bar comprar um enorme bolo. Ou um chocolate. Ou ambos. Em frente à escola em que andei do 5.º ao 9.º ano havia três "papelarias", que competiam entre si na quantidade e variedade de gomas, balas e rebuçados que vendiam aos miúdos. 

Não quero que os meus filhos sejam obesos, porque conheço na pele o sofrimento e os problemas que isso traz. Felizmente nunca tive qualquer doença relacionada com a obesidade, o que não me liberta de vir a ter ou de os meus filhos virem a ter. Vou fazer tudo para o evitar, inclusive mostrar-lhes este documentário, quando tiverem idade para o compreender. Resta-me esperar que a minha "lavagem cerebral" surta efeito e que as escolas de hoje tenham mais e melhor noção do que pode e não pode ser disponibilizado para crianças comerem.

E vocês, o que fazem para que os vossos miúdos não comam porcarias a toda a hora? Há muitas birras culinárias aí por casa? 

PS - Adoro o Jamie Oliver e a sua missão de educar as pessoas, sobretudo crianças e pais, ensinando-os a comer bem. A série dele relacionada com a implementação de refeições saudáveis nas escolas do Reino Unido também é impressionante - o único vegetal que aqueles miúdos conhecem é a batata...frita!

PS2 - Viram que perdi dois quilos? Estou contente!