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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quatro.

Sabes que vocês são um só quando...

Mon Chéri, ontem à noite: Nut-ella, que idade é que eu tenho??

...

Hoje fazemos quatro anos de namoro. Entretanto casámos num lindo dia de sol e muita festa, mas continuamos a celebrar esta data tão importante, que todos os pretextos são bons para namorar. Todos os dias agradeço aos deuses e ao destino ou à sorte o privilégio de ser dele e de ele ser meu :)

Tenham um dia feliz!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

mas os homens querem saber disto para alguma coisa?

Campanha com homens reais - porque "fofinhos" também são bonitos :)

A resposta é: sim, querem. E fazem muito bem.
Algumas marcas, como a Dove, têm-nos habituado às suas campanhas publicitárias de grande qualidade enaltecendo a beleza "real", leia-se sem photoshop nem sobrevivência à base de 3 folhas de alface por dia nem 12 horas diárias de ginásio nem mutações genéticas. 
Estas campanhas têm sido dirigidas às mulheres e entende-se porquê - historicamente, e porque vivemos até há muito pouco tempo (nalguns locais/segmentos da sociedade vive-se ainda) num mundo extremamente machista, a beleza exterior das mulheres é hipervalorizada ao passo que o seu intelecto, as suas ideias e opiniões, a sua cultura e mundividência ocupam um segundo plano, enquanto que com os homens passa-se exactamente o contrário. Quantas vezes já viram homens anafados a ocupar elevadas posições na sociedade sem que se fizesse um único comentário à sua aparência física? E com quantas mulheres de notoriedade pública viram isso acontecer? Pois. Quando uma mulher está, por exemplo, na política (já para não falar no showbusiness), o primeiro comentário vai SEMPRE para o aspecto físico e é, normalmente, de teor depreciativo: "olha que gorda", "feia que nem um trovão", "parece que se foi vestir dos cortinados" são comentários comuns e feitos, ironicamente, por outras mulheres de uma maneira geral. Quanto aos altos dignatários da nossa praça do sexo masculino, nem uma palavra...Não admira, perante este panorama de coisas, que as mulheres tenham a sua auto-estima colectiva em baixo e precisem de ser relembradas com frequência de que valem muito mais do que a sua aparência física e que são muito mais bonitas do que pensam e do que as expectativas irreais dos mundos da moda, publicidade, música, etc. as fazem sentir.

No entanto, e felizmente, isto tem vindo a mudar. Sobretudo nas camadas masculinas mais jovens (abaixo dos 40), nota-se uma crescente preocupação com o aspecto físico e com a aquisição de hábitos saudáveis. O meu homem, por exemplo, tem consciência de coisas com que os nossos pais e avós homens nunca sonharam, como por exemplo de que os fritos e os doces engordam e não convém abusar ou de que é demasiado emborcar uma garrafa de vinho e mais um whisky ao almoço só porque sim. Sabe ele que deve fazer exercício físico - e faz!foi ele que me arrastou para o ginásio :) -, gosta de ouvir que está mais magrinho - embora ele seja perfeito como é <3 - e gosta de se sentir bem consigo mesmo. Como ele, todos os meus amigos homens pensam e sentem o mesmo, alguns verbalizando mais do que outros. Também eles estão a começar a sentir a pressão social de ser "perfeito" - porque, para alguns, corpos masculinos depilados excessivamente musculados e de sobrancelhas depiladas são o que está a dar BLHACK! - e por isso foram os destinatários desta campanha com "homens reais", que achei muito engraçada. Eu confesso que prefiro os "reais" - os outros são bonitos (vá, o segundo), mas parecem Kens, na faz o mê estilo.

E vocês, notam que os vossos homens/irmãos/amigos têm estas preocupações com a estética/saúde, ao contrário das gerações anteriores?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

pessoas...

...isto ontem foi uma desgraça! Mon Chéri e eu temos um grupo de amigos muito fofinhos e, como temos todos vidas profissionais muito ocupadas, costumamos juntar-nos em casa de um de nós (ou nalgum restaurante se ninguém estiver com paciência para cozinhar) ao fim-de-semana e fazer jantaradas. Bom para a vida social, péssimo para a dieta! 

Ontem foi cá em casa. É preciso dizer que eu adoro receber e cozinhar, é uma coisa que dá trabalho e despesa, mas que me dá muito prazer - no dia em que tenho pessoas cá em casa faço planos desde manhã, procuro receitas, vou às compras à hora de almoço já com ideia do que vou cozinhar e logo que chego a casa começo a preparar tudo. 

É tão bom ter Amigos!


Ontem começou muito bem: decidi fazer um prato de peixe assado, com arroz árabe e saladinha. Light, certo? Mas não. Com entradas e sobremesas foi uma verdadeira bomba calórica! De entrada fiz queijinhos chévre mornos de duas maneiras - uns com mel e tomilho, outros com compota de morango (sem açúcares adicionados, para minimizar a desgraça) -, salmão fumado com limão, pão, linguiça picante e dip de azeite e vinagre balsâmico. Achei que os chévres eram imensos - mandei Mon Chéri às compras enquanto passeávamos Bicho e ele, como homem preocupado que é, trouxe mooontes de queijo e ainda a sobremesa que ele quis fazer (para além da que eu já tinha planeado), mas desapareceram todos - acho que estavam deliciosos!

De sobremesa, fiz ananás assado com canela e gelado de côco (que fez sucesso, uma espécie de piña colada de comer) e Mon Chéri fez um um molho de chocolate branco para pôr em cima de uma pequena tarte brigadeiro, a acompanhar o café. Felizmente, o pessoal gostou e foi tudo! O pior para a dieta é ficar com restos para a manhã seguinte - mas ontem a gulodice de todos falou mais forte e só sobrou mesmo um pouco de arroz e peixe.

Resumindo e concluindo, abusei do queijo, que adoro (nham nham ainda para mais quentinho e com doce), dei-lhe bem no gelado e ainda investi fortemente no chocolate branco - de brigadeiro comi só uma fatia pequenina, mas do molhinho...enfim. Uma desgraça.

Hoje de manhã não me pesei, pois sei que ganhei uns gramas, no mínimo. Hoje porto-me bem, vou tentar fazer um pouco de exercício e peso-me amanhã. Pode ser?

Bom fim-de-semana!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

a história II


...continuação do post anterior (para não vos cansar ;))

Entretanto, entrei na Faculdade e o peso andou sempre por ali, 74, 72, 76, 75, 71 não passava muito disso. Durante os anos de faculdade vivi tudo muito intensamente e não tive particulares cuidados com a  saúde ou com a alimentação - é uma época de excessos, por excelência, e ainda bem que os cometi, pois posso seguramente dizer que vivi o que tinha que viver e se hoje sou uma pessoa completa e bem resolvida devo-o a ter experienciado muita coisa, conhecido muitas pessoas, todas muito diferentes, dormido poucas horas, bebido muitos copos, acreditado em muitas causas, sentido muitos nervos à procura do meu nome nas pautas e, o mais importante, feito amigos para a vida durante esses anos tão fundamentais para definirmos quem somos e o que queremos ser. Apesar de tudo não engordei, talvez porque o que comesse a mais fosse compensado bailando até altas horas - exercício aeróbico intenso :) Nesta altura era um bocadinho mais gorda que a média, mas não me destacava particularmente pelo peso, havia muito mais miúdas como eu e ainda mais gordinhas, pelo que a gordura em muito pouco implicou na minha vida nem me impediu de ser feliz. No entanto, sempre tive a preocupação estética de não engordar.

Lá para o meio da Faculdade fiz Erasmus e essa experiência de sair do ninho a sério pela primeira vez, que foi tão positiva em tudo o resto, revelou-se desastrosa em termos de peso. Engordei imenso a comer um montão de porcarias e nem a vida festiva me safou desta vez - voltei aos 82, 83. Aqui já me destacava pelo peso. No entanto, logo que voltei para Portugal o peso a mais desapareceu como por magia! Mesmo! Até hoje não sei como o perdi e tenho rezado para que volte a acontecer, sem sucesso, obviamente. Porquê??? Peso, desce como desceste quando voltei de Erasmus! Ordeno-te!

Enfim, voltei aos 74, 75, comecei a trabalhar e, saindo novamente de casa, engordei um pouco, fiquei ali nos 76, 77, a vestir o 42 de calças de ganga sem elasticidade, sentindo-me novamente gordinha.

mas nem tanto...Senti só que trabalhar (num trabalho sedentário como é o meu) engorda p'ra xuxu


Um dia, sem que nada o fizesse esperar, aconteceu a melhor coisa da minha vida - conheci e apaixonei-me por Mon Chéri (eu juro que queria chamar-te Ferrero, que é o melhor bombom de sempre e ainda por cima tem nutella no recheio - era perfeito! Mas depois lembrei-me do Mon Chéri e pronto, teve que ser...ficaste Mon Chéri :)). Mon Chéri é tudo de bom, o amor da minha vida, "o pináculo da criação" como canta o outro e a minha melhor metade. Mon Chéri e eu apaixonámo-nos perdidamente um pelo outro, caímos nos olhos e nos braços um do outro para nunca nunca nunca mais nos separarmos. Só estar aqui a escrever sobre Mon Chéri, passados já alguns anos, faz-me sorrir como uma adolescente embeiçada. Que bonito ;) 



Mon Chéri e eu, a olharmos as estrelas juntos para sempre

Pois está bem, és muito feliz e apaixonada. E o que tem isso a ver com o peso, perguntam vocês? Pois tem tudo. TUDO. Nos primeiros meses foi uma alegria. Pensava em Mon Chéri, o estômago enchia-se de borboletas e fome nem vê-la. Puf, desaparecida. Só pensava em Mon Chéri, respirava Mon Chéri, sonhava com Mon Chéri e queria ser bonita para Mon Chéri - uma paixão assolapada portanto. E vai daí que cheguei aos 66 quilos. Sessenta e seis. O menor peso que tive em toda a minha vida adulta. Para sair do excesso de peso só faltavam 3 - o IMC normal para a minha altura tem como limite máximo os 63 quilos. Mas eu sentia-me bem, além de muito feliz, estava contente com o meu corpo, era curvilíneo mas rijo e esguio - é preciso dizer que eu sou maciça, não pareço pesar o que peso. Ilustrando, estava a vestir 38 de calças de ganga sem elasticidade. 36 de saias e vestidos. S/M de camisolas, tops e blusas (tirando camisas não elásticas, em que vestirei sempre L, pois tenho ombros largos e peito grandinho). Se tivesse ficado para sempre assim ficava muito contente. Mas nãããããoooo!!! A paixão do tipo "esquecer de comer" deu, inevitavelmente lugar ao amor "vamos ver o mundo todo juntos" e foi - ao nível do peso, claro, pois a todos os outros foram e são os melhores momentos da minha vida: a dois, com ele - o descalabro.

Era jantares românticos...


Era pequenos almoços de hotel...


Era brunch...


Era pizzaria do bairro (tão boa...)


Era ir ao cinema...

Era ver um filme em casa...


Eram as comidinhas típicas em viagem...




Enfim, uma vida maravilhosa todos os dias!!! Ainda por cima Mon Chéri a fazer-me todos os dias sentir a mulher mais bonita do mundo :) Mas dia após dia, ano após ano, a minha tendência para engordar acordou e revelou-se em grande! Um quilo, depois outro...E assim cheguei à maravilhosa conta de 88 quilos que vi na balança há dias atrás. Não pode ser, pois não? Não.

Decidi. Sou a mulher mais feliz do mundo, tenho tudo, o melhor marido de sempre (sim, casámos, num perfeito e tão tão feliz dia de sol de 2012 ;)), uma mãe para lá de espetacular, grandes e preciosos amigos, um cão que adoro, um emprego fixo, uma casa linda...e, para completar o quadro, gostava de ser magrinha. Os 58 quilos que estabeleci como objectivo sempre foram um sonho - que, como viram, nunca consegui alcançar. Mas é desta, ou não é? Claro que é! 1,4 quilos já lá vão! Conto convosco???

NUNCA DESISTIR!